quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013


Pré- História                  Profº Renata

A Pré-História é o período que compreende desde o surgimento do homem até o aparecimento da escrita, por volta de 4000 a.C.
Os vestígios encontrados em cavernas, vales e planícies (como ossos, utensílios, armas e outros objetos) nos ajudam a fazer um estudo mais detalhado do que foi a Pré-História.
O ser humano que viveu nessa época era um rude caçador e mais tarde se tornou um primitivo agricultor.
A Pré-História é dividida em 3 períodos:
Características
- É o período mais longo de todos
- O
homem era coletor de alimentos e caçador
- Vivia de modo simples.
- Era nômade (não tinha casa e mudava sempre de lugar)
- Morava em cavernas (homem das cavernas) para se proteger do frio da chuva e dos animais.
No fim do Paleolítico (por volta de 10000 a.C.), as condições de vida começaram a mudar. O clima mudou e surgiram os desertos, conseqüentemente a caça diminuiu.
O homem, então, abandonou os lugares onde vivia e saiu em busca de novas terras que lhe pudessem dar sustento.
Passou a viver nos vales dos grandes rios e lagos, passou a ter moradia fixa (deixando de ser nômade).
Essas modificações marcaram o fim do Paleolítico.
NEOLÍTICO (ou idade da pedra polida – 10000 a 4000 a. C.)
Características
- Desenvolvimento da agricultura (o homem não abandonou por completo a caça e a pesca; porém, isso deixou de ser a única fonte de alimento)
- Passou a cultivar trigo,
centeio, cevada e outros produtos
- Domesticou o boi, o cavalo, a ovelha e outros animais
- Suas roupas eram feitas fibras vegetais (linho e algodão)
- Usou o barro para fazer potes, panelas, bacias e outros utensílios domésticos.
- Construiu casas sobre estacas (palafitas)
- Utilizou o osso, a madeira e a pedra polida na fabricação de seus instrumentos e armas, mais aperfeiçoadas.
- Desenvolvimento da religião

Características
- O homem passou a usar metais (cobre, ouro e
estanho) para fabricar instrumentos, ferramentas e armas
- Surgimento do
bronze e do ferro
Os avanços na agricultura e a descoberta da escrita marcam o fim da Pré-História e início da História.
A PRE-HISTÓRIA DO BRASIL
Através de vestígios encontrados, estudiosos acreditam que o nosso território é ocupado há cerca de 32000 anos.
Todo período anterior ao descobrimento do Brasil (1500) é chamado de Pré-História do Brasil.
Não se sabe muito a respeito desses primeiros habitantes, tudo que sabemos é devido aos vestígios deixados pelos homens dessa época em alguns locais do nosso território.
Eis alguns:
Sambaquis
- Encontrados no litoral ou perto dos rios.
- Os mais antigos chegam a ter cerca de 10 mil anos e os mais recentes, mais ou menos, 1500 anos.
- Os sambaquis são formados por montes de conchas.
Potes de Barros e Utensílios de Pedra Lascada ou Polida
Tigelas, potes, urnas com esqueletos dentro (estudiosos concluíram que os habitantes dessas regiões enterravam seus mortos dentro da própria aldeia). As pontas de flechas, machadinhas e lascas de vários tamanhos constituíam os objetos feitos de pedra.
Feitas nas paredes das cavernas. O homem dessa época pintava figuras humanas em grupo com cenas de caça ou guerra. Pintavam, também, animais como onça, paca, peixes e insetos.
A Pré-História Brasileira corresponde ao período que engloba o primeiro povoamento do território que hoje é identificado como área do país até a chegada de Pedro Álvares Cabral, em 1500.
A história do Brasil é, normalmente, vinculada à chegada de Pedro Álvares Cabral. Com ele vieram os primeiros registros de nosso território. Uma situação grave, pois o território correspondente ao Brasil já era ocupado por povos indígenas há milhares de anos. É por isso que os pesquisadores discordam em usar o termo Pré-História Brasileira, já que parte de uma referência europeia para sociedade. O termo mais correto seria História Pré-Cabralina no Brasil, respeitando a existência de civilizações indígenas e suas culturas antes da chegada do navegador português.
É a Arqueologia que se encarrega, sobretudo, do estudo dos povos que viviam no território brasileiro antes da chegada dos portugueses. Como os povos que viviam aqui antes de 1500 não deixaram registros escritos ou apenas pinturas rupestres e poucas manifestações de vida, os estudos históricos só conseguem auxiliar em pequena parte do trabalho da reconstrução da vida desses povos. O primeiro pesquisador a se interessar pelo passado brasileiro foi o dinamarquês Peter Wilhelm Lund, que se instalou na região de Lagoa Santa (MG) e desenvolveu uma série de escavações, entre 1834 e 1880. Em seu trabalho encontrou vários vestígios da vida Pré-Cabralina. A região, inclusive, é frutífera até hoje para os arqueólogos, que continuam escavando esqueletos e registros de habitantes do passado. Entre 1880 e 1900, foi a vez de outro grupo de pesquisadores promover escavações na Amazônia, oferecendo descobertas incríveis para o estudo do passado brasileiro. A partir daí, a arqueologia se espalhou pelo território do Brasil, promovendo pesquisas e escavações em diversas regiões, muito embora tenha passado por um período de retração.
A ocupação do território brasileiro é geralmente reconhecida por ter se iniciado há 60 mil anos. Porém há discordâncias no modo como essa ocupação teria se promovido. A teoria básica argumenta que o homem teria surgido na África e se espalhado pelo mundo, chegando à América pelo estreito de Bering. Só que novas pesquisas têm contestado essa teoria e achados arqueológicos no Brasil, inclusive, têm sido importantes para questionar essa visão clássica. Mas, de forma geral, o Brasil teria sido ocupado há 60 mil anos e as correntes migratórias teriam feito com que o território todo que conhecemos hoje teria sido ocupado por diferentes comunidades há 12 mil anos. É desse período o fóssil humano mais antigo que se tem registro no Brasil. A famosa Luzia, encontrada na região de Lagoa Santa (MG), é também o mais antigo fóssil humano do continente Americano e abriu caminho para novas teorias sobre a ocupação do território brasileiro.
Entre 12 mil e 4 mil anos atrás, houve outra fase de ocupação humana no Brasil que os arqueólogos classificam pela existência de um complexo cultural com elementos intimamente ligados. É um período que passou por grandes alterações climáticas e iniciou a prática da agricultura. É uma fase que fornece vários recursos para os estudos arqueológicos, pois já foram encontrados muitos e instigantes vestígios da vida humana espalhados por todo o território nacional.
Já no período compreendido entre 4 mil anos atrás e a chegada de Pedro Álvares Cabral, registra-se uma agricultura difundida e o uso da cerâmica. Esta, entretanto, já era utilizada há muito mais tempo na região amazônica. É por isso que os arqueólogos dividem a ocupação da Amazônia em períodos diferentes considerando um pré-cerâmico (entre 12 mil e 3 mil anos atrás), um período cerâmico incipiente (entre 3 mil e mil anos antes de Cristo) e um período de cacicados completos (entre mil antes de Cristo e a chegada dos portugueses).